O candidato tem histórico de ativismo político, mas nunca ocupou um cargo eletivo.
Luisa Oliveira
O empresário Renan Santos ocupa a quarta posição do ranking de intenções de votos da pesquisa Quaest divulgada em 14 de setembro, com 4% das intenções de voto. O candidato do Missão fica atrás de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante) na pesquisa para o pleito de 04 de outubro
Minibiografia
Renan Antonio Ferreira dos Santos nasceu em 14 de fevereiro de 1984, em São Paulo, capital e foi criado no bairro da Mooca. É filho do empresário Mário Jorge dos Santos, e da psicóloga Suelli Liporacci. Ingressou no curso de Direito da USP em 2003, porém, não concluiu a graduação, deixando o curso para trabalhar com o pai em atividades empresariais voltadas à recuperação e reestruturação de empresas em dificuldades financeiras.
O candidato é empresário, presidente do Partido Missão e músico da banda de indie rock Limão Rosa, que lançou em junho de 2026 o álbum “Chão Pintado de Rubi”. Renan também é coautor do livro “Como um grupo de desajustados derrubou a presidente: MBL: a origem”. Em 2019, idealizou o documentário “Não Vai Ter Golpe!”, que retrata o nascimento do movimento.
Carreira política de Renan Santos
Renan ganhou projeção como ativista em 2013, quando participou da convocação de atos contra a PEC 37. Em 2014, ajudou a fundar o Movimento Brasil Livre (MBL), ao lado de Kim Kataguiri (Missão). Foi um dos líderes das manifestações de 2015 e 2016 contra o governo Dilma Rousseff (PT), incluindo a “Marcha pela Liberdade” entre São Paulo e Brasília. Como o MBL nunca teve uma legenda própria, Renan liderou a criação do Partido Missão, aprovado pelo TSE em 2025. Preside a sigla desde então. Sem nunca ter ocupado cargo eletivo, anunciou em 2025 sua pré-candidatura à Presidência, oficializada em julho de 2026,
Em 2016, uma reportagem do UOL apontou processos e dívidas fiscais e trabalhistas ligados a empresas da família de Renan. Uma denúncia por tráfico de influência apresentada em 2020 foi rejeitada pela Justiça no mesmo ano. Em 2026, foi processado pelo cantor Wesley Safadão, que obteve na Justiça a remoção de um vídeo em que Renan o acusava de corrupção.
Propostas de Renan
Renan se define como de “direita altamente pragmática” e diz ter se afastado do “liberalismo inicial do MBL”. Na segurança pública, defende uma “guerra” contra as facções criminosas, com o “direito penal do inimigo” para seus integrantes e a morte dos que entrarem em confronto armado com a polícia. Também admite debater a prisão perpétua e a pena de morte para crimes não militares. Na reorganização urbana, propõe acabar com as favelas e transformá-las em bairros tradicionais em 30 anos, além de defender a fusão de municípios e até de estados.
Na economia e na política externa, o candidato quer que o Brasil chegue ao grupo das cinco maiores nações do mundo. Para isso, propõe industrialização e valor agregado às exportações. Defende uma atuação pragmática no BRICS, para evitar a dependência da China, e acordos com países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Quer maior aproximação com os países de língua portuguesa e a redução gradual da dependência do dólar. Renan também defende a criação de um programa nuclear brasileiro.
Participação em debate
Renan participou do primeiro debate presidencial na Band, de um debate paralelo na Mathias TV e da sabatina na Globo. Não participou do debate promovido pelo podcast Inteligência Ltda, em 18 de setembro, após a campanha informar que ele enfrentava um problema de voz, com suspeita de faringite ou laringite, e havia suspendido temporariamente entrevistas longas.
Eleições presidenciais 2026
As eleições presidenciais de 2026 acontecem no primeiro domingo (4) de outubro, entre 8h da manhã e 17h da tarde. Caso haja segundo turno, ele será realizado no último domingo (25) do mês.
Você também pode saber mais sobre Lula, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury, candidatos que concorrem com Renan Santos.



