Ultraprocessados são responsáveis por grande parte de mortes evitáveis

In Geral, Saúde

Estudo mostra que comidas saudáveis e naturais podem aumentar a expectativa de vida e diminuir o risco de doenças crônicas.

Helena Cardoso

Seja pela falta de tempo para cozinhar ou pela praticidade que esse tipo de alimento proporciona, os ultraprocessados estão cada dia mais presentes nos pratos dos brasileiros. Seus aditivos químicos, usados para aumentar a durabilidade e realçar o sabor, são mais facilmente aceitos pelo consumidor. Entretanto, o alto consumo desses alimentos traz diversos danos à saúde. 

De acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) e publicada na revista American Journal of Preventive Medicine no dia sete de novembro de 2022, 10,5% das mortes prematuras e evitáveis em 2019 foram causadas pelos ultraprocessados. O estudo avaliou informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2017 e 2018, a composição da população e a mortalidade brasileira, e dados recentes da literatura internacional sobre a ingestão de ultraprocessados. 

Problemas dos ultraprocessados

A nutricionista Rillary Alves explica que os aditivos presentes nas comidas que passam por muitos processos industriais “possuem diversas reações no nosso organismo, como aumento do processo inflamatório e desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão“. Já Gabriel Nogueira, médico gastroenterologista, destaca outros problemas que podem ser causados por ultraprocessados, como “infartos, re-infartos e os acidentes vasculares cerebrais”.

Vida mais saudável

O estudo que trouxe esses dados ainda afirma que diminuir 10% da ingestão desses alimentos pode prevenir 5,9 mil mortes prematuras por ano, e a redução de 50%, em conjunto com hábitos saudáveis, evitaria 29 mil. Para conseguir mudar esse cenário, Rillary dá algumas dicas: “para substituí-los é necessário ir mais para a cozinha”. Separe um tempo na rotina para cozinhar, já que “preparar a sua refeição é um investimento na sua saúde”. “Procure no mercado alimentos que possuem poucos ingredientes em sua composição. Quanto menos, melhor”, acrescenta. Além disso, prefira alimentos naturais: “desembale menos e descasque mais”, aconselha. 

Gabriel Nogueira concorda com a nutricionista, e afirma que “trocar alimentos industrializados, como sucos de caixinha, biscoitos, salsichas, pães, enlatados e massas prontas, por fibras integrais, ovos, carnes in natura, verduras e sucos naturais, minimizaria grandemente o problema”. 

Mesmo com todos os malefícios que os alimentos ultraprocessados trazem, eles ainda são a opção preferida dos brasileiros. Entretanto, driblar a falta de tempo e procurar se alimentar melhor é essencial para o desenvolvimento de uma vida mais saudável.

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