Religião na hora do voto

In Política

O voto é secreto, e o eleitor tem o direito de fazê-lo de maneira individual, mas muitos confiam em líderes religiosos para tomar a decisão

Kelyse Rodrigues

A religião é uma característica pertencente à humanidade. Muitas pessoas a colocam como um ponto de decisão, inclusive na política. Os eleitores são livres para escolher em quem votar, mas, em muitos casos, essas pessoas não pesquisam, não ouvem opiniões ou pesquisam sobre o passado do candidato – acabam votando em quem o líder religioso indicar. Algumas dicas a seguir podem ajudar a fazer a melhor escolha.

Responsabilidade do eleitor

O eleitor tem o dever de escolher o seu futuro e do próximo votando em um candidato, seja ele eleito para sua cidade, estado ou país. Deve ter em mente que, colocando uma pessoa nesse cargo – de tomar decisões em nome da população – necessariamente precisa saber quem o candidato é. Analisar suas metas, observar seus objetivos econômicos, segurança pública, educação, saúde, entre outros fatores que vão exigir atenção. Sabendo que ele responderá não só por um eleitor e sim por vários, deve votar com responsabilidade.

Líderes religiosos

O eleitor deve sempre estar de “olhos abertos”. Líderes religiosos são sempre muito carismáticos e simpáticos, indicando um candidato só por eles serem próximos. Por isso, o eleitor precisa estar atento e saber realmente quem é aquele a quem entregar seu voto. As consequências de um voto mal pensando trarão resultados negativos ao próprio eleitor.

A lei

O voto secreto é um direito do eleitor. Rodrigo Mezzomo, advogado especialista em Direito Eleitoral, explica o que a lei diz sobre líderes religiosos na política. “A Constituição de 1988, em seu artigo 5º, IX assegura a todos a liberdade de expressão, razão pela qual é possível a participação de religiosos na vida política, desde que obedecidos a determinados parâmetros”, observa.

Abuso religioso

O abuso de poder religioso na influência da escolha de um candidato ainda não é caracterizado como um crime, ou seja, ainda não há uma legislação prevista para punir tal prática. Por isso, é essencial que o eleitor não se mantenha alienado.

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